Literatura
Arquivo no Assunto
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Postado por Sergio on 01 Jul 2008 | Em: Literatura
Sai para comprar cigarros no boteco cá perto quando chega um dos amigos (o Valdecir), que sabem que “mexo” com livros, e me diz:
- Cê viu que vão fazer um recall de livros? Achei gozada a noticia. Vi na internet.
Também achei. Em casa, bastou uma googada para encontrar.
Acontece que a Companhia das Letras fez uma chamada para realização de trocas do livro “O Fazedor“, do argentino Jorge Luis Borges.
O recall é um procedimento até que corriqueiro na indústria automobilística mas, com livros, esse dever ser o primeiro.
O mais comum é que as editoras, após descobrirem os erros, coloquem adesivos com uma “errata” nos exemplares à venda.
Clique aqui se quiser saber mais sobre isso.
Postado por Sergio on 28 Abr 2008 | Em: Literatura
Ou, mais um livro sobre o Corinthians? Por se tratar do idolatrado, salve, salve Timão, recebe até etiqueta (tag) Literatura cá no Trivial.
Definitivamente, não sei se existe mais alguma coisa sobre o Corinthians para ser contada em livro. Nesse, assinado por Orlando Duarte, um dinossauro das transmissões esportivas, cumpre esperar. Contemos com a exuberância das experiências de OD e que tragam para o livro, muitas curiosidades.
O fato é que o Corinthians vende e existe um furor de marketing quanto a isso. Estou certo que Orlando Duarte, em primeiro lugar, e o co-autor João Bosco Tureta não emprestariam seus nomes para uma obra que não atendesse aos anseios. Eu, espero pelo ineditismo. Vejamos.
Postado por Sergio on 18 Mar 2008 | Em: Literatura
A idéia de dar caráter de posse provisória a livros, nasceu quando eu morava no glorioso Bar, Hotel e Restaurante Yara, o moquifo mais sensacional que um maluco como eu possa ter encontrado para morar.
Primeiro, que era um hotel para viajantes, hospedando-se por ali figuras das mais incríveis possíveis. São tantas que merecem um capítulo a parte. Um dia conto.
A aparência simples e suja só era negada no restaurante, onde a área tinha sido reformada e serviam boa comida. Inclusive, muita gente do Brasil todo, o pessoal do Clube Amigos das Letras, almoçou comigo ali. A Suyan Mello, quase que uma habituée, eis que a doce catarinense esteve cá pelas plagas interioranas paulistas uma meia dúzia de vezes.
Desde a edição de minha primeira antologia, o Almas Densas, meu relacionamento com autores de todo Brasil, Portugal e brasileiros nos USA, intensificou-se e muitos me mandavam seus livros solo. As vezes, mais de um exemplar, para que eu presenteasse alguém com eles.
A moça da faxina do andar dos quartos um dia me apareceu com uma amiga, que confessou gostar de ler poemas. Como tinha ali comigo exemplares para presentear, tomei de um para ela. E recomendei: “Depois de lido, passe para alguém ler também. Quando fizer isso, procure-me que lhe dou outro”.
Mas foi falar para o cérebro explodir em idéias: “Pô, porque não redijo um texto e colo na contra-capa, orientando essa transmissão?”
Redigido o texto, fui adiante: “E porque isso não pode ser um adesivo plástico, durável?”. Consegui de um dos Amigos de Letras patrocínio e imprimi algumas centenas deles. Logo, na antologia em curso, o “Olhos d’alma“, recebeu na última contra-capa os adesivos em boa parte dos exemplares.
Na antologia seguinte, Vozes Escritas, e sem consultar o grupo, meti o selo do Viva Livro! (como denominei o programa de livro itinerante) formatado como página na última folha do livro. No seguinte e nos outros, o selo foi para o ínicio do livro.
A falácia governamental ajudou. Nessas, até criarem um Ano Internacional do Livro e Leitura. Já tive dois projetos aprovados pela ficcionista Lei Rouanet, mas caducaram por… por… ih, seria preciso um jornal para contar.
Nesse último, ganhou um número maior de páginas de transmissão de posse. As antologias do Clube Amigos das Letras circulam pelo Brasil, exterior e comigo ficam poucos, o que chamo de “ponta de edição”. Eu os doo a algum programa de rádio cá da cidade, que os distribuem aos ouvintes.
Antes de saber da existência de um marketing viral, criei um viral da leitura. Quer saber mais? Veja o link “Viva Livro, a missão“, cá no blogue.
Postado por Sergio on 28 Nov 2007 | Em: Literatura
Com o meu Orkut cuidando da lembrança do aniversário da Suyan e inspirado nessa postagem do Alessandro Martins, por sua vez inspirado nessa outra de Júlio Verme, estou cuidando de dar-lhe um blogue.
Sim, moças e rapazes: vou resgatar uma miguxa juramentada das vis garras do Orkut e do MSN e trazê-la para o mundo ao qual realmente pertence.
Ela, só porque cuida desde sempre de revisar as antologias que edito, deu nesses dias para abusar de meu corpinho (peraí, calma!… falo de cuidar da louça na pia e recolher roupas no varal quando o tempo se mostra carrancudo) e arrastar-me nos finais de semana para lugares ermos (conhecer as praias catarinenses ou churrascos de confraternização de fim de ano repleto de outras belezas catarinenses
).
Ah, sim, e tem mais: bota ai o trabalho de operário rural pela colheita diária de amoras
silvestres em seu quintal. E amoras com sabor de goiaba, já viram? E muito espinho, muitos espinhos a serem driblados até se chegar a elas para que “dona” Suyan possa fazer geléia para seu breakfast.
Obrigá-la a trabalhar um blogue será então, minha vingança maligna contra todos esses abusos.
O presente não é surpresa pois precisou passar primeiro por uma etapa de convencimento, de evangelização, eis que são malévolos os tentáculos dos inimigos.
Nessa hora, o Orkut brande com milhares de contatos despejando scraps e argumenta a ausência dos limites para publicação de fotos, sem maiores cuidados com formatação e tamanho.
O MSN ataca por baixo com um faniquitos nos mexericos, carregando a barra de ferramentas do XP com dezenas de janelas minimizadas, piscando, piscando, piscando… Cada uma querendo atenção o mais urgente possível …. Argh!
“Mas, querida, você é uma escritora, p…! Seus textos estão se perdendo pelo seu computador quando poderiam ser compartilhados, poderiam estar conquistando leitores e num futuro próximo, serem livro.”
“Faça-me um blogue, então”, disse ela.
Iuhúúú! Vencida a primeira onda persa, vamos adiante com essa Operação Resgate.
Em WordPress, com domínio registrado e hospedado, por enquanto não. Seria exigir muito da “aspira” pedir para ela lidar com plugins, spammers, mudança de temas e atualizações. Fomos então para o Blogger e mostrei um caso de sucesso que conheço, o Balde de Gelo.
E ela gostou do Blogger para início de seu blogue. Ponto positivo, é que seu navegador preferido é o Firefox. E convenhamos, já é um excelente caminho andado para sua cura do miguxismo, esse mal que assola a internet com trolls e amebas.
Então, tá.
Postado por Sergio on 22 Nov 2007 | Em: Literatura
Na foto, Ronaldo David, vice-presidente da Academia Criciumense de Letras e Suyan de Melo, minha anfitriã, premiada com vários escritos para a Revista Acadêmica IX, editada pela ACL.
De Araranguá, onde estou, até Criciúma são poucos quilometros. Mas se fizeram muito qando os percorri dirigindo um carro que não conhecia, numa noite de chuva, numa estrada estreita, em obras e mal sinalizada que não conhecia, e pior, com um trânsito absurdo até para os padrões paulistas.
Tudo bem que tinhamos o irmão de Suyan numas de safety car mas, mesmo assim, consegui me perder por duas vezes. Nada que um celular não resolvesse mas fazia tempo que não enfrentava tão poucos e desgastantes quilômetros como esses.
E, mesmo, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”(1), valeu por presenciar o trabalho de pessoas que fazem de sí próprias templos para pequenas pérolas literárias que de outra forma, não encontrariam abrigo para esposarem outros olhos, outros corações.
(1) - Eh, a citação de Fernando Pessoa não é por mim não… é para todos que tudo enfrentam pela Literatura.