educação

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Caixa eletrônico para camisinhas

Postado por Sergio on 27 Jun 2008 | Em: educação

O ministro da Saúde, Temporão, anunciou que o governo federal vai produzir e distribuir 400 máquinas de preservativos para as escolas públicas que participam do programa de prevenção de seu Ministério.

- Um dos grandes desafios do combate à Aids é o acesso à educação sexual nas escolas e o incentivo ao uso de camisinhas, disse Temporão, em Florianópolis.

O Cefet de Santa Catarina com o projeto de máquina desenvolvido lá, uma dispensadora de preservativos, será implantado nas escolas. “Os alunos terão uma matrícula e receberão da escola uma senha para terem acesso aos preservativos”

A máquina vai funcionar como se fosse o caixa automático de um banco.

Via Blog do César Maia

Conseguem imaginar a zoeira que isso seria entre a molecada? Entre as dezenas de piadas e tiração de sarro que virão, não enxergo onde uma máquina dessas acrescentaria substância à educação sexual.

Amigos de Letras na Escola, segunda semana

Postado por Sergio on 09 Jun 2008 | Em: educação

“Fiz” hoje, a sexta escola. E a cada uma que passa, mais eu sinto a alegria de diretores e coordenadores pedagógicos com o programa Ler é… Amigos de Letras na Escola.

Até sexta-feira termino esse trabalho individual com as escolas levando pessoalmente os impressos com o texto Naná e o Beija Flor, que dá nome ao livro que originou o Lote Um.

Às escolas mais próximas ao centro tenho caminhado até elas. Aquelas em bairros distantes tenho ido de carona ou moto-taxi.

Depois, deixarei no Departamento de Educação os impressos com o texto dois, Aline e Coralina, para que dali sejam retirados pela direção das escolas.

Cada texto pode ter sua aplicação estendida por uma semana. São várias as propostas de interatividade que, inclusive, incluem a família do aluno.

Findo isso, debruço cá no computador para aparelhar o restante do livro da AL Maria Coquemala. Cada texto deverá obedecer a um imperceptível grau de crescente dificuldade para seu entendimento.

As personagens são humanas e animais em diálogos variados, mas todos levando ao final, para mensagens sobre valores morais como amizade, fraternidade, perseverança, etc…

Essa, a diferença que faço entre Literatura Infantil, onde a princesa beija o sapo que vira príncipe, e Literatura Infatilizada, quando o carisma de personagens podem ensinar muito mais às crianças.

Considere ai, as campanhas institucionais educativas das mais variadas matizes: vacinação infantil, tratos com o lixo urbano, prevenção de doenças endêmicas (dengue) entre outras tantas.

Aparelhado os demais textos do Lote Um, será a vez de conseguir patrocínio para impressão desse restante do lote. Faz parte do projeto a pulverização social no interesse pelo hábito da leitura e, nada mais coerente com isso que tentar essa alternativa.

Tenho alguns empresários locais em vista e só mesmo com negativas generalizadas é que peço para a própria Prefeitura providenciar a impressão. Antes disso tudo, convoco a imprensa para uma coletiva de forma a consubstanciar a iniciativa.

Resolvida essa parada, quando então, as escolas terão material para todo o segundo semestre, de volta ao gabinete do prefeito para tratar do congresso com gestores de Educação e Cultura do Estado de São Paulo para transmissão da experiência.

Modelo de “negócio”? Sim, claro, vai precisar de uma estrutura um tanto complexa de captação e gerenciamento de material. Mas ainda não sei muito bem qual a ideal, a que melhor atenderia o programa.

Principalmente, que a cada dia mais variantes vislumbro. Por ex: Vou querer essas estórias em quadrinhos (e para colorir), para atender às crianças da pré-escola.

Se viver, faço.

Amigos de Letras na Escola

Postado por Sergio on 05 Jun 2008 | Em: educação

Estou desde segunda-feira (02/06) fazendo o trabalho de campo com meu projeto Amigos de Letras na Escola. Já estive em três escolas e a receptividade dos diretores foi a melhor.

Eles têm assimilado o programa com a natural facilidade daqueles que precisavam do material que estou fornecendo. Corpo fértil e latejante do cio na ávida espera de prenhez.

Desenvolver um trabalho no “mundo exterior” tem me ensinado coisas… A mais impressionante, é o que aprendo com uma estrutura que tem horários. Puxa vida, relógios existem!

Só os que têm uma rotina comandada unicamente pelas necessidades biológicas são os que entendem o que digo com isso.

Acrescente também, o choque de culturas: quem trabalha “por conta”, é ansioso, é tarefeiro. Quem tem hollerith vive as horas do dia com mais vagar. Absorvo o choque e amoldo-me aos meus interlocutores.

Sobre o programa, se visitarem a página acima linkada e virem um material em PDF lá disposto poderão ter uma noção do que se trata. Até ali, é apenas conceito. O que agora passo a provar no campo, é sua realidade.

Então, afirmo: é possível instituir um programa de incentivo à leitura em escala nacional a partir de um computador no canto do quarto. Com criatividade e boa vontade podemos ajudar a moldar uma nova face para o país.

Um filho (Vinícius) designer gráfico e uma filha (Regiane) a colocar seu carro a disposição ajudam é claro. Se bem que, por enquanto, tenho preferido caminhar.

Quando digo possível, inclua no entendimento disso os custos, a praticidade das formas, o aproveitamento e um engajamento social pulverizado elevando à maior potência o slogan Todos pela Educação.

Até o final da próxima semana termino nas escolas a apresentação do programa e distribuição dos textos para aplicação nesse mês de junho.

Em julho, nas férias escolares portanto, providencio a impressão do restante do Lote Um, que bastará para atender todo o segundo semestre.

Esse lote cedido é todo baseado no livro Naná e o Beija-Flor da Amiga de Letras Maria Coquemala, de Itararé - SP.

São cerca de 3.500 alunos da primeira à quarta série os atendidos e, a um custo máximo de R$3 mil por mês. Muito pouco para muito resultado.

E julho, estarei também articulando um congresso em minha cidade com gestores de Educação e Cultura do Estado de São Paulo para o repasse da experiência, uma cartilha para sua aplicação e as matrizes para impressão do Lote Um.

Possivelmente, eu traga alguém do gabinete do Secretário da Educação para o evento. Com sorte, talvez o próprio Secretário da pasta. Estarei ai, iniciando a fase dois do programa: obtenção de reconhecimento e recursos para continuidade.

Quando disse isso ao prefeito, ele complementou: “Por que não, um Ministro da Educação ou da Cultura?”

‘Xá comigo, senhor prefeito… ‘xá comigo…

Acordo ortográfico

Postado por Sergio on 31 Mai 2008 | Em: educação

O acordo ortográfico da língua portuguesa parece patinar mais em Portugal que no Brasil. Eu disse, parece, não estou falando com propriedade. Falo com base nas últimas notícias controversas que li, todas de Portugal.

Por aqui, parece que existe aceitação (ou resignação?). Brasileiro tem uma natureza mais facilmente moldável às mudanças, sejam elas de qualquer ordem. Daí, não nos incomodarmos muito como isso ficará. Um verdadeiro tanto faz.

Mas, a partir do momento que a mudança nas regras ficarem consolidadas, teremos que usá-las.

E não é que, por acaso, topei com um trabalho (e de Portugal) que pode ser de extrema utilidade nas horas de aperto?

Por vias das futuras necessidades, salvei nos favoritos esse site sobre o Acordo Ortográfico.

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Feriado. E daí?

Postado por Sergio on 22 Mai 2008 | Em: educação

Consegui uma bolsa da Secretaria de Educação de minha cidade para desenvolver um programa de incentivo ao hábito da leitura. Só agora encontro tempo real para ele.

O conceito é servir literatura infatilizada à rede pública de ensino na mesma proporção e regularidade que é servida a merenda. O objetivo é formar leitores sob o ponto de vista cultural e quiçá, futuros e permanentes consumidores de Literatura.

Num segundo estágio, está a organização de um congresso com gestores de Educação e Cultura do Estado de São Paulo, para transmissão da experiência e disponibilizar para o Brasil, via internet, os lotes e cartilha de aplicação.

No projeto piloto, o que pode parecer complicado deixará de ser dado contar com o entusiasmo da secretária do departamento.

A confirmação veio tardia e antevejo penosos primeiros momentos. Junto o material e seleciono uma pequena equipe até segunda-feira, quando o campo me espera.

Entremeio o stress, talvez possíveis fugas numa postagem cá no blogue.

Timothy Mulholland, o ex-reitor da UnB

Postado por Sergio on 22 Mai 2008 | Em: educação

Timothy Mulholland fotoTimothy Mulholland, que todos já estão carecas de saber, é o careca que abusou dos cofres da Universidade de Brasilia mobiliando seu apartamento com equipamentos e utensílios de alto luxo.

Nem é mais notícia. A postagem é para registrar minha impressão com seu nome de origem anglo-saxônica.

Eu a experimentei na primeira vez que tomei conhecimento dele e do fato. Fato que o faz agora, irremediavelmente maldito. (01)

Desde que ouvi, Timothy Mulholland me pareceu nome de personagem pinçado dos romances de Mark Twain (Huckleberry Finn, Tom Sawer…).

Ou daqueles almirantes ingleses que vicejavam pelo Rio de Janeiro quando da mudança da família real portuguesa para o Brasil.

E dos tantos sires das companhias inglesas do Século XIX no Rio de Janeiro ou São Paulo.

Yes, o nome do reitor que os estudantes da UnB degolaram eu associei ao imperialismo e a soberba. O nome, o feito e sua hipocrisia depois. Da primeira até sua última declaração.

Sim, existem muuuitos mais safados com nomes de origem ibérica pendurados na coisa pública pelo Brasil. Mas soam mais macunaíma, sem uma carga adicional de afronta que lembre colonialismo.

E agora o mal afamado apartamento da UnB, enfeitado para regalo exclusivo do ex-reitor Timothy Mulholland, será vendido pela universidade. Juntamente com outros apartamentos de mesmo nível.

São apartamentos de luxo que nem sequer deveriam ter existido como mordomia para dirigentes de uma universidade pública.

No Brasil atual, funciona assim: Enquanto não são pegos, vão levando. E como é muita imoralidade existente, na mesma medida, é muita gente para ser pega ainda. Enquanto isso, vão levando.

O consolo, é que já foi pior. Noutros tempos sabíamos e até podíamos ver a malversação da coisa pública. Mas nada se podia falar ou fazer.

(01) - Irremediavelmente é palavra para tudo, menos para um blogue. Foi de propósito, para enfatizar o quanto um indivíduo está marcado, se maldito seu nome nas buscas.

Antes, tínhamos SPC e Serasa a borrar nomes. Agora, também o Google. Que se danem nesse inferno.