Cinema

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Última parada: 174 rumo ao Oscar. Agora vai.

Postado por Sergio on 16 Set 2008 | Em: Cinema

Sempre que acontece a escolha do filme que irá representar o país para concorrer ao Oscar, percebo o despertar coletivo de um indisfarçavel sentimento de esperança.

Em que, ganhar um Oscar, fará diferença para o Cinema Brasileiro? Excetuando-se o próprio filme, que encontrará disponível um número maior de salas para exibição no exterior, de resto, nada vejo.

Ele não fará - aos olhos do público estrangeiro - bons todos os filmes brasileiros só porque é um filme brasileiro detentor de um Oscar. Se assim fosse, todos os filmes norte-americanos seriam sucesso absoluto.

Internamente, não pode ser com respeito a patrocínio cultural. O dinheiro disponível para Cultura, via incentivos fiscais, já é todo “mamado” por essa gente. São eles, os amparados pela grande mídia e por seus papais ricos.

Cineasta pobre, é um fudido como outro artista ou produtor cultural qualquer, de qualquer outra área: não conseguem ultrapassar as barreiras do “faz de conta” que é a concessão de incentivo cultural para suas produções.

Falando do filme em sí, já viram? Como não poderia deixar de ser, é apenas outro sobre a desgraça urbana.

Porra, eles só sabem fazer isso?

Se faturarem a estatueta, irão povoar todas as médias. Incessante e nojentamente.

Se não faturarem (o que mais provável, sem qualquer mau agouro de minha parte…) escolham a desculpa/consolo/desdém que utilizarão em suas entrevistas:

01 - Ganhar um Oscar tem importância relativa no atual conxtexto do Cinema Brasileiro.

O importante é que o público brasileiro lota as salas (01) e estamos mostrando uma vertente_____ (complete os tracinhos com qualquer raciocínio pseudo-intelectual medianamente coerente).

02 - A política da Academia nesse ano foi o de prestigiar o Cinema_____ (complete os tracinhos com qualquer momento, dos milhares do mundo atual, abordado pelo filme  estrangeiro vencedor)

03 - Existe uma terceira opção? Eu acho que não. Só as duas acima é que tenho visto nos últimos anos.

(01) - Claro que lota as salas no Brasil! Com um esquema de divulgação global insistente e irritante (pago com dinheiro de incentivos), até um desses cineastas amadores, que vez em quando aparece do Programa do JÔ, lotariam salas de exibição.

O Último dos Moicanos

Postado por Sergio on 05 Set 2008 | Em: Cinema

Por mais de uma vez “peguei” o filme O ÚItimo dos Moicanos na madrugada da Globo. E sempre o vejo. Gosto muito de locações em florestas de verdade, cenário rupestre da floresta temperada, campos e cascatas em montanhas escarpadas.

Resquícios do colonialismo cultural em mim, geração devoradora dos gibis (ou, para os posteriores, HQ) da EBAL.

EBAL era a Editora Brasil América Ltda, que está para os quadrinhos no Brasil, assim como estão a Vera Cruz e a Atlântida para o Cinema.

Gibis com estórias de Daniel Boone e Davy Crockett, para ser mais específico. Como podem ver, com a cara de O Último dos Moicanos, pelo espaço-tempo.

Já viu o filme? Aposto que sim, é antigo, de 1992. Daniel Day-Lewis (Nathanaiel) e Madeleine Stowe (Cora) formam o casal romântico principal (casal romântico é difícil, hem?) mas o apreciador do Cinema verá que não está neles o centro psicológico, a moldura principal de seu quadro de amor.

Ele está em Steven Waddington (Major Duncan Heyward), personagem que forma no triângulo amoroso.

O Major Duncan “dá em cima” de Cora desde sempre. A moça é filha do importante Coronel Edmund Munro, e assim, um partidão para as ambições do jovem oficial.

Cena um:

Numa cena de galanteio oitocentista, o Major Duncan (pela milésima vez aposto) reafirma seu amor pela moça, relembra a aprovação do pai pelo enlace de ambos.

Ela não o ama e naquele mundo novo, liberta dos ares da corte inglesa, a moça reluta em aceitar um casamento nos moldes tradicionais, onde a aprovação do pai é o bastante para o interessado consorte.

Ele, no entanto, consegue dela a promessa de pensar no assunto, aquela promessa que enxergam os enamorados, como o combustível que manterá acesa as esperanças, que permitirá uma trégua até uma futura refrega.

Cena dois:

Cora quer que se sepultem os corpos de uma família de colonos mortos pelos índios. Nathanaiel ordena o contrário, devem seguir caminho. O Major Duncan exime-se da cena, não sai em defesa das convicções cristãs da moça. Certamente, quer também sair dali o mais cedo possível.

Cena três:

No forte defendido pelo pai de Cora, Nathanaiel advoga pelos colonos ingleses que defendem o forte, que devem ser liberados para defender suas famílias. O Coronel não pensa em liberá-los por acreditar que o acontecido, a chacina presenciada, foi uma ação isolada.

O Major Duncan, claro, usa de seu crédito como oficial e corrobora a versão do pretendido sogro. Duncan fica mal aos olhos de Cora com isso.

Cena quatro:

Nahanaiel é digno de crédito dos colonos e esses articulam abandonar o forte para proteger suas famílias. Nathanaiel é preso por traição, não sem antes  o Major Duncan “jogar na cara” de Cora, na presença do pai e outros oficiais, em despeito, que ela está “perdidamente apaixonada” (sic) pelo “traidor” e assim, o defende.

Cena cinco:

O Major Duncan avista-se com Cora e recebe um NÃO definitivo para suas pretensões casamenteiras. Ela estava amando Nathanaiel e, não fosse isso, extremamente desapontada com o Major por sua sabujice ao pai, sua submissão aos valores tradicionais da corte inglesa.

Cena seis:

Fugindo do ataque índio em uma canoa com Cora, a irmã dela, seu pai e irmão, adotivos, Nathanaiel vê-se ameaçado por uma pistola empunhada pelo Major Duncan, também no lago remando para a fuga, em outra canoa.

Nathanaiel ironiza o oficial (”Poderia estar fazendo coisas mais agradáveis nesse lago, Major”) sem sequer mover a cabeça ou desviar-se da atenção na força que imprimia ao remo, na fuga com sua preciosa carga.

Cena sete:

Cora seria queimada na fogueira da tribo. Nathanaiel se oferece como troca, um guerreiro valoroso é troféu melhor que a filha de um inimigo.

Os índios aceitam, mas ao traduzir para o francês entendido pelo chefe, o Major Duncan ludibria Nathanaiel e fica ele, Duncan, para ser queimado na fogueira.

O que fez ele, qual era sua intenção? Frustrar o ato de heroísmo do rival ante os olhos de Cora?

Nathanaiel morto, não significaria a conquista de Cora. E, conquistar Cora para quê, se seu melhor legado, o poder do Coronel Munro não mais existia, estava morto pelo indios.

Duncan amava mesmo a Cora, a ponto de sacrificar sua vida por sua felicidade nos braços do rival?

Numa próxima olhada no filme prometo não sair para mijar nem tomar café. Vou observar atentante para chegar, nessa última cena, e saber melhor o que estaria pretendendo o Major Duncan.

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Novo Batman begins. Nada hoje nos fides. Passou?

Postado por Sergio on 01 Ago 2008 | Em: Cinema

Batman 2 begins, o Cavaleiro das Trevas

Stan Lee pretende criar super-herói gay

Postado por Sergio on 26 Jul 2008 | Em: Cinema

Capitão Gay do Jô Soares

Mas não seria uma idéia nova.

Fabiula Nascimento pelada e gulosa (o meu, ficou melhor)

Postado por Sergio on 26 Jul 2008 | Em: Cinema

Fabiula Nascimento foto

Chamado do UOL que leva para essa página, sobre a atriz Fabiula Nascimento. Eu a vi no Jô Soares e, no dia, gostei demais de seu jeito. Lembra a moça certinha, sabem, aquela que nos antigamente se dizia “para casar”.

Ah, mas antes, vim aqui para comentar as chamadas que tenho reparado nos portais. (veja o print). Até parece que contrataram blogueiros a fazer trocadilhos no títulos das postagens… Peladona, gulosa

Voltando para a Fabiula, então, eu até estava com o computador ainda ligado e pensei em comentar sua ida no JÔ. Gostei dela, do filme e, principalmente, da procedência: do Sul do país.

Tenho notado várias produções cinematográficas nacionais em cenários fora do eixo Rio-São Paulo. Detectei Belo Horizonte, Porto Alegre algumas vezes e, lembro, locações em Curitiba.

Alvissareiro isso. Acredito que são muitos os que clamam por essa pulverização, por esse reconhecimento do cinema de outros cantos do Brasil que não Rio-São Paulo ou o Nordeste, quando ali não conseguem sair do estereótipo estético de Glauber Rocha. Demorou, mas minguou bastante isso.

Por outro lado, vejo também uma padronização carioca-paulista das personagens, um fenômeno (uma chaga?) da comunicação de massa. Mas seria inevitável isso, não há como fugir.

Não deixa de ser uma pena ver que serão perdidos os sotaques, os regionalismos da linguagem. É uma questão de tempo, apenas.

Por falar em Curitiba, além de Fabiula Nascimento, um domingo do Faustão (eu acho… nem sempre atento onde está a TV…) deu a conhecer outra curitibana de talento: Katiuscia Canoro, a Lady Kate do Zorra Total. Aquela, do Tô pagaaaano!

Quando o artista é, seu talento um dia prevalece. Pode demorar, mas prevalece. Bem diferente de estruturas montadas para fabrica-los, eis que esvaem-se logo feito areia ao vento.

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Carmem Miranda versão Darth Vader

Postado por Sergio on 21 Jul 2008 | Em: Cinema

Darth Vader como Carmem Miranda

No Japão. Carmem Miranda é uma das 100 variações do personagem Darth Vader exibida em Makuhari, Japão, para comemorar os 30 anos do filme Star Wars.

Penso que os fanboys da série não devem estar apreciando muito. Ou estariam?

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