Amigos da Blogosfera
Arquivo no Assunto
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Postado por Sergio on 27 Abr 2008 | Em: Amigos da Blogosfera
Em postagem anterior eu mostrei um trabalho do Carlos Fran que considero como raiz na inclusão digital. Isso, somado ao projeto de uma revista feito pelo Interney onde os blogueiros são chamados blogueiros repórteres, acho que teríamos uma seção fixa legal para a Feed-se.
Que tal algo como levei meu notebook para… como reportagem e, de quebra, inclusão digital? Sério. Basta levar o notebook para a empregada, para uma garçonete, para o borracheiro, para a tia, para… ich… uma infinidade.
Levar pessoas a tomar um primeiro contato com equipamentos assim, suas observações, faltas de jeito e curiosidades, deve render matérias humoradas e interessantes. E humor( veja só que inédito) com o blogueiro. Garanto que ele rirá de seu mal jeito.
Assim posto, pode parecer grosseiro. Mas não é. Só a prática para provar.
E fotos, é claro, para ilustrar a reportagem. Mas fotos dentro do espírito egotrip, com o blogueiro incluido na paisagem. Sabem quem faz umas fotos assim, que pode servir de inspiração? O André Marmota. Percorram o seu blogue e reparem só.
E o interessante nisso, é que qualquer um pode fazer esse tipo de trabalho. Ele não ficaria restrito a apenas um dos editores da revista.
Essa postagem faz parte do Movimento Blog Voluntário, apoiada pelo Amigos da Blogosfera.
Postado por Sergio on 26 Abr 2008 | Em: Amigos da Blogosfera
Chamamos analfabetos àqueles que não sabem ler e escrever. Com o incremento participativo, vieram os analfabetos funcionais, aqueles que sabem ler e escrever mas não conseguem interpretar um texto, não assimilam sua mensagem.
Já repararam em filmes, gibis, revistas ou gravuras que as estalagens da Idade Média, na Europa, tinham um javali como “logomarca”?
Das vezes, nem mesmo escreviam o nome do estabelecimento ou de seu dono na placa pendurada na fachada: bastava o desenho de uma cabeça de javali.
Como o javali era caça apreciada, bastava para se passar a mensagem que naquele local se servia comida e repouso.
Assim acontecia porque o aprendizado da leitura e escrita era restrito a poucos, ao clero basicamente. Mesmo a nobreza era repleta de analfabetos.
Como a modernidade, passamos a contar com outro tipo de analfabeto: o digital. Se imagina pessoas que você precisa explicar o computador como maquina de escrever misturada com uma aparelho de televisão, e que não usa papel para guardar as coisas que nele se escreve, eu digo que não.
Essa geração, claro, existe ainda em rincões. Eu mesmo já precisei utilizar dessa explicação uma vez.
Falo então, do analfabeto digital que já reconhece o computador como uma máquina diferenciada de outros aparelhos. Esse analfabeto, é aquele que precisa ir ao banco todo mês para retirar seus proventos sociais e extratos do PIS, do FGTS, lidar com cartões magnéticos, senhas, etc…
Para isso, precisa entender os pedidos de senha da máquina, erros e mudanças ocasionais nos lay-outs e interfaces nas telinhas. Por mais intuitivas e amigáveis que se apresentem, o analfabeto digital encontrará dificuldades.
Além de situações assim, já não tratamos mais de analfabetismo digital, mas analfabetismo funcional, aquele que deriva da ausência de educação de qualidade.
Passe um tutorial para uma tarefa qualquer na internet, por mais esmiuçado que seja, e receba como resposta um “naum consiguuuuuuuuu”.
Não é o caso então, de analfabeto digital mas de analfabetismo funcional.
Essa postagem faz parte do Movimento Blog Voluntário, apoiada pelo Amigos da Blogosfera.
Postado por Sergio on 25 Abr 2008 | Em: Amigos da Blogosfera
Ações coletivas de conscientização sempre são boas, ainda que muitos não acreditem nelas. Os desdenhosos, digamos assim, as taxam de efêmeros emplastros na consciência, o tal “fazer sua parte” que em nada resulta de prático.
Claro que entre os propagadores dessas ações sempre existirão os aproveitadores da fé alheia e causadores de aborrecimentos idem. Que tal as infindáveis correntes de e-mail pedindo o clique para a menininha que está com câncer?
Voltando aos desdenhosos, dos mais tênues aos mais virulentos, o simples fato de estarem falando sobre e/ou demonstrando como pessoalmente atuam a respeito do problema a ser enfrentado, é prova que tal campanha surtiu efeito com eles.
Se entendi bem a proposta do Movimento Blog Voluntário quando pede atividades dentro dos blogues, propiciadoras de inclusão digital, vamos em frente. Como todo blogueiro tem a capacidade de captar o comportamento de novatos, acho que todos podem sim, dar sua contribuição para que as pessoas entendam mais rápido a internet.
E não pensem que é de explicações mirabolantes que eles precisam. Retirando esse preâmbulo que normalmente quem procura não lê, note no título da postagem e no reforço em negrito, “chamando” as “crianças” à leitura.
***
Você é novato na internet? Sem delongas, digo que na internet são dois tipos de endereços básicos. Um deles, é aquele em que você vê um sinal assim @ pelo meio dele. Esse sinal, @, chama-se arroba.
O outro, é um que tem www logo no início. Quando acontecer de encontrar os dois numa mesma linha, sem espaçamento, trata-se de alguma criatividade pouco comum.
Esse que tem www no começo, são endereços de páginas da internet, onde estão os sites. Esses, são aqueles que se tecla no alto da página do computador, quando já se está na internet.
Não tem um buraco branco retangular, compridinho, lá no alto? Pois é, esse mesmo. Então, quando se quiser ir no Orkut, por exemplo, basta colocar lá: www.orkut.com e bater na tecla enter, essa maiorzinha, que fica do lado de seu dedo mínimo da mão direita.
Nos computadores modernos já nem precisa mais bater o www. Eles já estão formatados para entender o endereço, mesmo que não se bata o www. (Bater, é o mesmo que teclar)
Já essa outra, que tem o @ (arroba), faz parte de um endereço eletrônico, como se fosse uma caixa postal dos Correios. Igualzinha. Ela serve para que se corresponda com as pessoas que tenham também, cada uma, o seu endereço eletrônico. O nome comum dela se escreve e-mail, mas a pronúncia ainda está no inglês: emeeiu.
E não precisa “abrir” várias caixas de e-mail, está bem? Basta apenas uma. Elas têm bastante espaço e serve para todo tipo de correspondência. E você pode me dizer: “Ah, mas minha filha também vai usar, preciso de uma outra para outras coisas…”.
E pergunto eu: porque sua filha precisa usar a sua caixa? Ela que tenha a dela, oras. São grátis e tem lugar para todo mundo. Você tem que entender que uma conta de e-mail, é como sua caixa de correspondências. Da mesma forma que não se deve abrir correspondência alheia vinda dos Correios, o mesmo acontece na internet.
E, para ter sua caixa postal, o seu e-mail, primeiro é preciso fazer um cadastro simples num site que forneça esse serviços. Os melhores, são gratuitos. Sugiro o Yahoo.com ou o Gmail.com, que ultimamente, têm sido os melhores.
Seu único cuidado com tudo, é criar uma senha. Nada de nomes ou datas de aniversário, está bem? Essas, são muito fáceis de “quebrar”. Mantenha sua senha em sigilo e tudo estará bem com sua intimidade na internet.
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Falei um monte de bobagens? Rá, rá, rá… Então, perguntem lá para o Fran, que faz um real trabalho de inclusão digital se as primeiras aulas não são mais ou menos isso.
Essa postagem faz parte do Movimento Blog Voluntário, apoiada pelo Amigos da Blogosfera.
Postado por Sergio on 07 Mar 2008 | Em: Amigos da Blogosfera
Zoei hoje com a dona da pensão sobre o Dia Internacional da Mulher. Primeiro, contei de meu flagra nas coisas da empregada, sobre sua cama (da empregada). Ela procurava alguma coisa em sua bolsa e vi por ali um pacote retangular, enorme, textura e tamanho de uma caixa de sapatos.
Nem imaginam, não é? Era uma caixa do absorvente higiênico Modess e eu tinha seis ou sete anos de idade. Isso então, lá por 1961, 1962. Como visto, bem diferente das apresentações atuais do produto. Perguntei o que era aquilo e a resposta: “Ah, você é muito criança para saber” respondeu ela, sem muito jeito.
E a zoada de hoje: “Ah, vá… Você conseguiram alguma independência porque começaram a gastar. Senão, nem modess fabricavam para vocês”.
Agora, falando sério, passado alguns anos depois disso veio-me as mãos um livro de João Mohana, apresentando-se como médico e sacerdote e falando sobre sexo. Puxa. Isso nos fechados anos sessenta deveria ser algo extremamente cuidadoso com o “cabeludo” (sem trocadilhos) do tema.
E era. Meu pai era um leitor compulsivo e lia o Estadão. Aquilo dobrado em dois dava quase um palmo de altura e apresentação, das piores: letras miúdas, borradas e quase nenhuma foto. Como eu já estava habituado a lê-lo, livros, eram “refresco”. E li o livro de João Mohana numa sentada só.
No primeiro ano do ginásio, equivalente a atual quinta série, um professor Valter Sahade, atreveu-se a nos ensinar um pouco de educação sexual. Fechava a porta da sala e deixava a molecada e as meninas perguntar o que quisessem. Super avançado para a época e o professor é vivo e meu amigo. Nunca nos esquecemos dessas aulas, tão úteis que foram a todos.
Bem, o fato é que passei a ser um quase auxiliar nessas aulas, graças ao aprendizado com o livro de João Mohana. E, dentre os ensinamentos, lembro claramente (mas nunca cumpri, anote-se nos autos…) do aconselhamento em amar namoradas e esposas como forma de gratidão à mãe que pouco pudemos amar.
De fato. Deixamos mães muito cedo, como norma geral. Ficamos junto delas enquanto mamamos, literal e figuradamente. Quando chega a independência, é a primeira que relegamos a segundo plano.
Então, se cada um amasse adicionalmente sua mulher e namorada como forma de compensação a isso, a mulher seria, merecidamente, melhor amada. Apenas (?) isso.
Postado por Sergio on 04 Mar 2008 | Em: Amigos da Blogosfera
Tenho o Alexandre Inagaki como um dos blogueiros mais completos possíveis. Digo blogueiro porque é isso que ele mais faz, mas seria bom também como colunista de qualquer outro veículo. Acho até, que “chovo no molhado” com isso.
E, acreditem, eu não assino o Pensar Enlouque, Pense nisso, o seu blogue principal, pela certeza da raiva que ficaria não dispor de tempo bastante em participar de todas suas postagens. Invariavelmente, extravasam em riqueza.
Melhor ocupar meu tempo vago cá no despretensioso Trivial, sendo útil aos que insistem em acreditar que tenho algo a dizer. Como o Amigos da Blogosfera (01). E o Inagaki citou aquele blogue promotor de blogagens coletivas. Puxa…
O Inagaki, sei que é modelo como blogueiro. Pense nisso.
(01) - A blogagem coletiva da vez no Amigos da Blogosfera? Será sobre a mulher. Gostei. Lembrei de um livro que li ainda no ginásio, de João Mohana. Veio-me às mãos por acaso, mas nunca me esqueci de uma sugestão que lá li: saber amar uma mulher ou namorada em gratidão à sua mãe. Na blogagem coletiva, tento explicar melhor isso.
Postado por Sergio on 15 Fev 2008 | Em: Amigos da Blogosfera
Pedofilia é crime e você sabe o mal que ela representa. Pedofilia tem repressão:
Você pode repreender sempre que vista.
Pedofilia é doença e você sabe das dores que pode trazer. Pedofilia tem remédio:
Você pode ministrar a vontade.