O poder de expressão a todos dado pelas plataformas de blogues amplia, continuamente, seus horizontes. Que tal a Efigênia nas bancas, já pensou?

Pois é o que parece projetar a idéia da revista Feed-se. Por ora, é buzz iniciado aproveitando-se do período do ano como pegadinha de 1º de Abril. Certamente, deve ter ocupado um bom tempo de serviço dos blogueiros, os mais diretamente envolvidos em sua produção.

E, alias, uma troupe de blogueiros brasileiros que “entendem do riscado”, como foi moda dizer.

Se li? Li sim. Baixei e li praticamente toda. Como coroamento da idéia, nota dez. E numa rápida análise, vejo o prospecto de uma revista metablogue e não atoa, pois praticamente todos os participantes são probloguers, mantenedores de blogues que tratam de blogues: SEO, tráfego, Adsense, monetização… essas coisas.

Acho que o único artigo que não trata de blogue, é uma crônica do Jânio Sarmento, muito inspirada por sinal. Eu já disse que ele tem jeito para a coisa, pena que não tem tempo para escrever mais. Quando escreve, é um deleite.

Apenas a título de colaboração com o pessoal envolvido e como acredito que o buzz (ando muito inglezificado nénão?) gerado os anime para a realidade da revista nas bancas, entram os questionamentos:

a) - Qual o público?

Não teremos publicidade massiva na Globo (penso eu…) e assim, identificar seu público apenas por quem está na internet ou quem vá às bancas e fique olhando capas de revista antes de tomar um ônibus, não enseja uma tiragem expressiva.

E se for assim como apresentada, em cores e em bom papel, precisa de uma tiragem expressiva e com distribuição projetada, idem. Custos gráficos, são de aleijar.

b) - Editoria e pauta

Uma linha editorial como apresentada, metablogue, seria sustentável? Não incorrem nos riscos de torná-la enfadonha para um público mais abrangido?

Mesmo que sustentável, depois das noções básicas sobre blogues nesse número zero assim passadas, não tenderiam a repassar apenas o que já vemos publicados nos blogues?

Ou, já pensaram, um deles “trancar” seu blogue apenas para assinantes da revista? (Brincadeira… só para desvirtuar um pouco…)

O que penso que o leitor comum gostaria, ficaria interessando, seria a entrevista com a Nospherati. “Como é que é? Uma blogueira que não mostra o rosto? Nossa… que legal…”

Mas, mais, pelo inusitado da pessoa, de sua neo-clausura.

Sem contar que o número de páginas do número zero está longe do necessário para compor uma edição. Seria necessário muitas mais. Onde entraria um bom pauteiro. E põe bom nisso.

c) - Publicidade

Se a idéia estiver encaminhada e em partes, seu plano de negócios, com um editor e distribuidor experiente, disposto a um investimento de risco, então já não está mais aqui quem falou alguma coisa.

A força da Efigênia tem atraido até multinacionais. Poderia ser uma distribuição dirigida, gratuita, em operação casada com os blogues idealizadores. Porque não?

Se o Silvio Santos tira do ar com trinta dias o jornal Aqui Agora, se tentou e não deu, o que menos deve existir, é o receio. Ademais, esses blogueiros mostram preparo para empreender.

Bem, até onde entendo, é isso. Se tem demais ou sabe outras, me conte.

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