Faltou à Natura, contratar um blogueiro com estrada
E chegou um dia em que as empresas disseram: “Nossa, esse tal de blogue é bom mesmo.
Como essa história de empresas darem ouvidos aos seus consumidores tem se tornado o tchan das marcas, melhor mesmo é ter um blogue e entrar nessa onda”.
Claro, até ai vocês sabiam né?
Não que as empresas não conhecessem blogues como interessante plataforma de comunicação social.
Conheciam sim, e algumas até já usavam. Mas eram aqueles chapas-brancas sabem, aquele tipo “palavra de nosso presidente”, que publicava longos e enfadonhos discursos corporativos.
(E, seguramente, nem era o presidente que redigia. Era coisa de assessoria de marketing)
E a coisa evoluiu. Tanto, que empreendedores da internet como o Interney & Cia chegaram a criar um serviço geral de blogues para empresa.
Veja o que dizem:
“Blogs dão uma imagem mais humana e menos corporativa a uma empresa. Criam um ambiente de transparência e diálogo com clientes, fornecedores, investidores. Atraem audiência para o seu site e melhoram seu posicionamento junto a ferramentas de busca como o Google. São ferramentas inovadoras e dinâmicas, exatamente como toda empresa gostaria de ser. Por meio dos comentários deixados em seus posts, tornam-se meios valiosos de se receber feedbacks quase que imediatos sobre a percepção de uma marca ou de um novo produto. E fazem com que sua empresa participe ativamente deste admirável mundo novo no qual cada consumidor tem a possibilidade de fazer ouvir a sua voz, integrando conversações que já estão acontecendo neste exato momento, por intermédio de blogs, fóruns de discussão, redes sociais, e-mails.”
Conforme máximas da economia, produtos e serviços são frutos das necessidades. E a necessidade, cria o mercado. E a Natura, não ocupou lá muito sobriamente essa função blogueira.
Eu acho que a Natura preferiu entregar a moderação de comentários de seu blogue a… sei lá… o office-boy tarado por um estágio?
É, pode ser.
Devem ter-lhe dito: “Conhece blogue, certo? Então, fica de moderador dos comentários desse aqui. Se a pessoa estiver falando da Natura, não for palavrão, textos em caixa alta, correntes de oração e esses outros lixos que tem na internet, pode aprovar”.
Exagero, eu sei. É porque não estou a fim de redigir um compêndio. Mas quero que vocês vejam nessa página o primeiro comentário nela aprovado (em decrescente ordem cronológica, se encontra no fim da página) e vejam se não tenho alguma razão.
Pô, o blogue (01) a postagem em questão é para discussão de um projeto social, de incentivo à leitura, custeado pela Natura.
E, de cara, o moderador dos comentários aprova de uma dona reclamando que ficou ainda mais enrugada por ter usado os produtos da empresa?
Ora… É ou não é pracabá?
(01) – Correção posterior: Não é o blogue todo. É apenas a postagem linkada.
Fiz um screenshot, caso venham a apagar o tal comentário depois.
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Sergio respondeu em novembro 9th, 2008 20:35:
Desculpe pelo jeito ácido do “office-boy tarado por um estágio”.
Eu não quis ofender, é apenas um axioma muito usado na blogosfera quando tratam de erros entendidos como tal.
O erro?
Bem, primeiro espere eu me apresentar. Sou um desenvolvedor de tecnologias socioculturais voltadas exatamente para o fomento do hábito da leitura, da criação de leitores e mediadores de leitura.
Assim, pesquisando coisas na internet é que fui conhecer o blogue da Natura.
No início de 2009 realizo em minha cidade o I Congresso Pró-Leitura para Gestores de Educação e Cultura do Estado de São Paulo, para apresentar meu programa de formação de leitores e mediadores de leitura.
Somos então, a Natura e eu, colegas de ideais.
Para saber mais, veja em http://www.clubeletras.net e http://www.clubeletras.net/org
E o erro? Sim, o que achei um erro…
Bem, como pesquisador de formas de expressão, iniciei esse blogue para interagir com a blogosfera, entender seu funcionamento e seu, digamos, ecossistema.
E, quando visitei seu blogue, claro que minha primeira e última reação é de aplauso, principalmente pelo trabalho dirigido à formação de leitores.
Mas, convenhamos, o comentário não cabe naquela postagem, o (a) internauta o postou ali sem a noção de local, e do qual, não podemos esperar competência.
Eles são assim mesmo. Chegam e no primeiro “buraco” que encontram vão logo digitando e clicando em enviar.
Aquele comentário deveria estar noutro local, nalguma postagem ou espaço para reclamações, sugestões ou outros. E com uma resposta imediata e esclarecedora à consulente.
E toda razão tem você quando confirma a disposição de publicar comentários contrários ao que poderíamos chamar de “bom nome de empresa”.
Mas, do jeito que ficou, no meu entendimento, promoveu contrario à empresa que ficou sem defesa, pois que ficou sem quem advogasse em contrário.
Como disse, é como penso.
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Luciana Soldi Bullara respondeu em novembro 9th, 2008 21:50:
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Sergio respondeu em novembro 10th, 2008 17:53:
O seu blogue é feito em wordpress? Se for, que tal esse plugin que uso.
Viu que além de publicar uma resposta de comentário,ele envia uma cópia para o endereço de mail?
Assim, não só uma consulente como todos os usuários podem tomar ciência da resposta dada.
E, de quebra, ele propicia como que um forum sobre cada comentário.
Se for em wordpress, me avise que mando o plugin pelo mail.
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Abraço
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Sergio respondeu em novembro 10th, 2008 22:44:
Na verdade, acho que só mesmo blogueiros experimentados sabem lidar corretamente com todo esse ecossistema chamado blogosfera.
E o aprimorando acontece assim mesmo, como nessa postatem, onde quem sabe um pouco além, repassa seu conhecimento.
Abraços!
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Mas não condeno, até porque sou blogueiro, e blogueiro também erra.
@Off: Sérgio, agradeço o elogio e aproveito para elogiar a postagem. =)
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