E eu estou com a gripe. Mas é a outra.
Desde segunda-feira o febrão e o mal estar generalizado. Frio… Sol a pino e três cobertores pelo lombo. E cama. (Agora é dia ou noite?)
No segundo dia de febre a dona da pensão chama a ambulância. Vamos nessa, ué, nunca se sabe.
Um doutor novo, japa, examinou e mandou tirar chapa dos peitos. Tudo normal. Pressão? Mato em cima com a mocinha: “12 x 8, quer apostar?”
E não deu outra. Sou foda. Não sendo àlcool, com o resto tenho a força. Alías, um dia alguém me explica: como é que nós, alcoolatras sobreviventes de décadas de períodos ativos, judiados, somos tão resistentes?
Já passei por cada cirurgia e o médico dizer que dentro “tava tudo limpo”, é coisa de pensar.
E não só eu. Muitos de meus companheiros, beeem mais maloqueiros, mais chutados pela polícia, são mais fortes e sadios que qualquer um todo-cuidadinho.
Médico japa inspiram confiança, porque sera?, perguntei para a dona da pensão. E ela disse que porque eles são mais atenciosos.
Para mim, tudo que ele perguntara na primeira entrada que dei em sua sala, ele tornou a perguntar (checando na ficha) depois de voltar com o Raio X. (Esquecido? Não, cuidadoso.)
E no hospital, tudo no maior sossego, todos na rotina normal, como se a gripe suina só existesse nos noticiários.
E minha febre. Agora, estou sem ela. Não sei se volta hoje. Se voltar, tenho medicamentos para a bestona. E por uma questão de consciênia é melhor continuar mocozado.
E os delírios então? Que baraaaaaaato! Delírio nerd, cara, cê acredita?
Assim, ó: um monte de janelinhas do DOS se abrindo e se sobrepondo, dezenas delas, até que a ultima fica do tamanho de 1/2 tela do pc.
Eu querendo que a febre passe, e o delírio, dizendo: “depois que você fechar todas essas janelas é quando passará a febre”.
OK. E vou eu lá clicar no X. E nada da janela se fechar. Antes disso, ela começa a se derreter, lentamente… Bronqueei:
“Cê não falou que era pra fechar?”
“Ih, sim, mas esqueci de dizer que primeiro precisa minimizar…”
E fico lá aguardando a primeira janela acabar de derreter para fazer certo com a segunda.
E ela fica bamboleante na tela e não some.
Ai, meu saco.
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Sergio respondeu em setembro 1st, 2009 20:12:
Ainda não é meu companheiro. Não ainda.
Abração!
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