Diário Mercadantilista

- Companheiro, você não pode me abandonar. Fique na liderança.

- Que jeito? Já falei e jurei que vou sair. Se ficar, perco a autoridade até em casa.

- Não sei porque que vocês acharam agora que ficar falando na internet tudo o que fazem. Dá nisso. Prestenção: o Obama pode. Aqui é diferente, será que você não sabe?

- Não dá. Eu falei que vou sair e agora preciso sair. Se não sair, estarei menos da metade.

- Como menos da metade, companheiro? Eu quero você no governo de São Paulo, tou falando.

- Voltar para o Senado já será complicado… no governo do Estado, o companheiro não pode acreditar nisso. Eu não acredito que o companheiro acredite nisso.

- Se não for para ganhar, companheiro, tem que ser para dimensionar o palanque. Mando o que quiser para seu palanque.

- É cedo demais para esses ajustes, companheiro.

- Não, não é. O Zé vai cuidar de tudo até lá. Fique tranquilo.

- Mas e lá na Casa, como é que vou articular com o velho? Ele deve estar puto comigo.

- Não, não… fica tranquilo com esse também. Ele só quer sair, mas não quer ser empurrado. Conversa com o Renan. Eu já conversei com ele para deixar o ar arejado na área. O véio agora é nosso. Você e o Renan resolvem as coisas agora.

- É meu time, né? Vamos continuar o jogo então.

- Isso, companheiro, assim é que se fala. Você está de meu lado direito e sabe disso, ô caralho.

Nem é preciso ser a provervial mosca para se saber disso.

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