Faça parte!Desde quando o homem vive em grupamentos, direitos e deveres do indivíduo são inerentes. Uma sociedade, por menor que seja, precisa de um mínimo de regras para manter-se. O Código de Hamurabi, como um registro dessa evolução, deve ser o mais antigo conjunto de regras pontuais conhecido.

Sem ater-me a história, para buscar uma sequência de pensamentos ou movimentos da humanidade até a atual concepção dos Direitos Humanos, fiquemos na modernidade.

No Brasil, que nos interessa de imediato, há um momento relevante. Aconteceu quando dos “anos de chumbo”(1964/1984), o democrata Jimmy Carter foi eleito presidente dos USA tendo os Direitos Humanos como uma de suas bandeiras.

Descartando qual possa ter sido sua jogada de interesse político, o fato é que as coisas repercutiram também por aqui, tendo como nome de relevância Dom Paulo Evaristo Arns, então cardeal arcebispo de São Paulo. Tínhamos já também bastante atuante por aqui, a Anistia Internacional.

Muito aconteceu de positivo nesse período crítico e, depois disso, decorreram anomalias. Você conhece o ditado que diz “urso que nunca viu mel, quando o vê, se lambuza”, certo?

São as anomalias a que me refiro e que estão na Constituição Federal em algumas cláusulas pétreas controversas e um sistema prisional que não reeduca (culpa da proliferação de ONGs que “amoleceram” (01) o sistema). Fiquemos apenas em duas citações, certo? Senão, isso aqui não acaba.

O que ensejou as citações, foi mostrar como são hoje secundárias algumas reivindicações, frente aos reais dilemas da raça humana com seus direitos. Hoje, o pleito evoluiu para uma escala superior, que faz com que os pleitos antigos, sejam meras ramificações. Um exemplo?

Colocar prioridade na Educação como um direito do homem, isso faria por tornar pífio os direitos prisionais, uma vez que teríamos menos presos e menos penitenciárias. Com Educação, supriríamos o emprego, a saúde e a moradia.

Como disse Raul Seixas: “Tem gente que passa a vida inteira/travando a inútil luta contra os galhos/sem saber que é lá no tronco/que tá o curinga do baralho”.

(01) - Fica complicado uma citação assim, como se ONGs tivessem desvirtuado algo. Mas no caso do sistema prisional, ONGs usaram do meio para outros fins.

As mais recentes:

O melhor do volei de praia na Olimpíada de Pequim

20 08 2008

O petróleo do pré-sal e uma nova estatal para ele

19 08 2008

Manchete equivocada. Ou, ensaio anestésico.

18 08 2008

Diego Hipólito fail

17 08 2008