Março 2008
Monthly Archive
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Momento é de reconhecimento de culturas. Culturas das mídias (médias, que seja…) dos reclames e da tal média (mídia, que seja…) social. A antiga praia, medida e loteada, é agora praia invadida.
Se não pode vencer o arrastão, melhor entendê-lo e a ele, absorver. Quem vem lá? Não sei… só sei que ele consome e vai depois falar se ficou com diarréia no dia seguinte. Se obrou direitinho, grátis, porque contar?
Dureza. Alguém aí, com alguma boa idéia? É muito poder nas mãos de muitos doidos. E doidos que se organizam para o assalto. A moda agora, é abrigar-se nalgum guarda-chuva de acessos. Um peigeviu é nada. Um milhão, já mostra uma cara. Muitos milhões, já afrontam.
Blogosfera. Blogueiros ganhando e blogues perdendo. A originalidade cede espaços para a homogeneidade pasteurizada.
Não é crítica. Apenas registro da transformação. Não percebeu também?
A poesia concreta pode não ser uma das formas de expressões mais apreciadas mas o que poucos sabem, é que mesmo sem consciência, raramente alguém (você?) não venha um dia a construir um poema concreto. Ou até, já o tenha construído.
Eu próprio, construí vários. Mas todos na era pré informática e eles ficaram perdidos por anotações e bordas de cadernos. Com exceção de um:
Carro nosso
Carroça
Carro russo
Carroça
Carro nosso
Encontrei hoje, por acaso, fuçando num HD que estava no PC anterior a esse. Nem é muito criativo mas é representativo para a época. O que, alias, para ser entendido, só mesmo explicando qual fato da época o inspirou.
Existiu por longos e tristes anos do Brasil uma tal reserva de mercado para alguns produtos nacionais. Essa proteção impedia a concorrência de similares importados em nosso mercado, o que atrasou sobremaneira o desenvolvimento da indústria automobilística e de informática, as mais notáveis.
Fernando Collor de Mello, ainda candidato à presidência da República, declarara que “os carros nacionais eram carroças” e nós bem sabemos o que significa esse dizer. Eleito, uma das suas poucas ações positivas foi abrir o mercado nacional para a informática e indústria automobilística estrangeira.
Na área de informática, o que se fazia no Brasil é o que pode ser visto no museu. Na automobilística, tínhamos no país apenas as montadoras da Ford, GM, Volkswagen e Fiat em atividade. E seus poucos modelos de autos à escolha do consumidor.
Importar carros americanos e europeus com o dólar caro da época, nem pensar. Sem contar que carros americanos, tradicionalmente, são potentes e beberrões de gasolina. O europeus, se mais econômicos no consumo, eram também fora dos padrões para a bolsa nacional. Japoneses, idem a esses últimos.
E os “tigres asiáticos” (Coréia do Sul, principalmente) não eram ainda a potência automobilística que se revelou um pouco depois, ainda nos anos noventa.
Restavam os russos de uma União Soviética que se fragmentava e precisando “fazer dólares” para sua balança comercial desequilibrada por ávidas importações, as necessárias para sua adequação ao mundo da livre iniciativa. Como sabemos, multi-milionários e máfias locais surgiram desse período.
Bem, vai daí que a primeira “leva” de importados eram os russos da fábrica Lada: carros Laika e Samara, e jipes Niva, tecnológicamente tão antiquados quanto nossas “carroças” nacionais. Mais “carroças” então. Releia agora, o poema.
Se existissem, fofocariam sobre blogues bofes. Elogiariam como “um arraso” um novo theme da colega e seu sonho de consumo seria um theme do Sampsom. Na despedida trocariam beijinhos sem se tocarem, temendo borrar o header.
Quer prosseguir? Fique a vontade.
Sergio 27 Mar 2008 | : Mata-burro Google
Só porque alguém tem que pagar as contas do blogue. Mais que isso, meu filho, não é aqui. Boas buscas!
Sergio 27 Mar 2008 | : Política
Vou explicar minha indignação em péssimas letras e mal traçadas linhas. Antes tivesse Sócrates se calado ao dizer acreditar que o homem, depois de dominada a ciência, teria tempo livre para ocupar-se de seu desenvolvimento espiritual e intelectual libertário. Meu padecimento seria menor.
Sou um desmedido apaixonado e gostaria de pensar, um dia, que o ideal de um modo sensato de viver de fato exista. Mesmo que por uma razão divina, ele tem que ser inteligível. Afinal, é para humanos.
Pensei que a democracia no Brasil tivesse um maluf aqui, um acm acolá para findarem-se com o tempo e as coisas, efetivamente, tomarem um rumo. Num processo natural de cozimento, toda substância a ser depurada tende a juntar borra no fundo e bolhas de espuma pela borda.
A borra, vira fertilizante da terra. As bolhas de espuma, são efêmeras, esfriam e desaparecem. O que resta, é o extrato a ser trabalhado, a matéria prima para posteriores composições.
Nessas, não sei qual a mais dolorosa: o atolar goela abaixo um pensamento minoritário no comando ou o assentimento surdo de uma massa aturdida. Massa, é gado, e tangida permite-se pela ausência do poder de discernimento, quando é ela quem detém o poder de discernir. Vox populi, vox dei.
Me diga: qual o interesse em acrescentar fome de saber àqueles nos quais sobre seus ombros se sustenta a fonte de poder? Não são o populismo e obscurantismo as eternas fontes de poder no Brasil?
O Hugo Chavez fala que o Brasil será mais rico que os USA. Expressão fanfarrona sacramentada pela sorte: John MacCain, que diz querer nos ver no G-8.
Me diz: política com Educação, por qual razão? O neo-companheiro Edir concordando então, fechou a fatura.
São Lula, agora com 75% de aprovação, dinheiro em caixa, oposição com passado que não recomenda (e futuro nem um pouco promissor) o santo homem agora deu de passar pitos em Bush e rolar a pedra da tumba de Severino Cavalcanti: “Levanta-te e anda”. (01)
Passa a régua. E a sacolinha.
(01) - Do Josias de Souza. Por formação, não tenho a ironia e o escracho por parceira. Mas admiro quem as bem sabe usar. Essa de Lázaro para SC, foi genial.