Novembro 2007

Monthly Archive

Aids: Peste Gay, Mal do Século e dogma católico

Sergio 30 Nov 2007 | : Amigos da Blogosfera

“A Aids saiu de macaco africano e entrou pelo rabo de branco americano”, escreveu uma vez Paulo Francis. Sim, escreveu. Ele não disse isso detrás de seus óculos com lentes “fundo de garrafa” (01) na telinha da televisão.

O colunista que conquistou admiradores e desafetos em sua carreira (Yes, Jimmy Carter, including) (02), tinha o respaldo de um grande jornal (Folha de São Paulo e depois, O Estado de São Paulo) para expôr com segurança seus pontos de vista e ácidas opiniões sobre temas polêmicos.

O último que lembro, foi sobre O.J.Simpson, aquele ex-jogador de futebol americano julgado (e inocentado) pelo assassinato da ex-mulher e de um amigo.

E Paulo Francis: “Claro que O.J.Simpson matou a ex-mulher e o amigo, um reles fornecedor de cocaina para ambos. Simpson ficou ligadão, quis dar uma bimbadinha e deve ter ultrapassado das medidas na orgia”.

Por essas amostragens, bem podem ver o peso da opinião de um articulista que trocou o Brasil por Nova Yorque sem, no entanto, nunca ter perdido contato com suas raízes. Por aqui, Francis foi um dos que estiveram na trincheira nos “anos de chumbo”, escrevendo para o Pasquim e fosse vivo, um seu petardo contra um momento político seria bastante para desmoralizar seu alvo.

E se ele disse que algum degenerado tinha um macaco como “esposo”, é porque tinha. E, segundo o lido depois, parece-me que um tipo do vírus têm em macacos seus hospedeiros. Considere as mutações virais e chega-se a conclusão de Francis.

No Brasil, quando surgiram as primeiras mortes suspeitas por Aids, eram de pessoas que frequentavam Nova Iorque. Um primeiro que li, foi de um cabeleireiro de famosas, desses bem afetados.

Não estou para hastear nenhuma bandeira de moralismo, longe de mim isso. O fato, é que por aquela época a doença chegou a ser chamada de “Peste Gay”, tal ser esse o seu público único até então, de infecção e mortes. Dalí, para ampliar-se para drogados e heterosexuais, foi um pulo.

Cheguei a escrever vários artigos em pequenos jornais por onde passei defendendo para a Aids o enfoque de saúde pública e não outros. Muito menos o da moral cristã (3) que a igreja católica até o presente momento se prende.

E nem me digam que a Igreja de Roma nada aprendeu com o episódio Galileo Galilei, regenerado séculos depois. Aprendeu que deve se ater a seus dogmas e redesenhar seu rebanho, restringindo-o aos fieis praticantes de seus preceitos. E não é isso que parece querer, inflingindo sanções ao uso da camisinha?

E o que dizem os padres? Nada de sexo antes do casamento, sejam monogâmicos e sexo, só para procriar. Ora, me digam se tudo não fazem para ficar com um diminuto rebanho? Mas em tudo, nem uma palavra sequer sobre viver das doações de milhões de hipócritas, essa não menos hipócrita Santa Igreja.

Ainda bem que o papa em pessoa ouviu (pela imprensa) um sonoro “Não” do presidente Lula com respeito a isso. Vá te catar, ô homem! Igreja é igreja, estado é estado. Não se pode mais voltar no tempo e pensar em confundir o estado laico.

Negócio é o seguinte: Entre quatro paredes, tudo pode, ô meu. Mas use camisinha para não correr o risco de dividir depois com os vermes da terra, tá ligado?

(01) - A Globo arrumou uma armação de óculos idêntica àquela que Paulo Francis usava. Mas sem as lentes, para não dar reflexo nas câmeras. Era divertido perceber quando ele estava com óculos sem lentes.

(02) - Francis chegou a aborrecer o presidente americano com suas críticas. Os serviços de informação da Casa Branca compravam a Folha de São Paulo nas bancas no Brasil em São Paulo, mandava para a Embaixada em Brasilia que traduzia a coluna de Paulo Francis e informavam ao gabinete da presidência em Washington. É mole? Imaginem a trabalheira disso, numa época que nem o quase falecido fax existia.

(03) - Moral cristã está hoje, mais para vício de linguagem que conceito a ser definido. Tudo bem que o Brasil seja a maior nação católica do mundo, mas com um cristianismo restrito a vestígios de herança cultural, o único valor que se impõe é o da marca: Jesus Cristo.

Esta bem, vou considerar que muito do ensinamento cristão perdura em nossa cultura. Mas dai a querer uma inversão de poder com o estado é uma distância abissal, o desejado pelos homens de batina.

Essa postagem atende a blogagem da vez do blog Amigos das Blogosfera. Visite e participe.

Pensou né?

Sergio 30 Nov 2007 | : Videos



Rambo forever

Sergio 28 Nov 2007 | : Cinema

RamboSim, ele está de volta. O canastrão Sylvester Stallone vem ai com o Rambo 4, ou seja lá que título venham a dar para o filme.

A carreira de Sylvester Stallone no cinema só não é pior graças aos tipos que criou e que agora, dado a ausência de criatividade em Hollywood, vê-se obrigado a repetir suas personificações devendo a elas sua sobrevivência “na mídia”.

O último e mais recente, foi um de seus Rock, que ingressou na longa fila de continuações medíocres. Não sei como Cobra continua a escapar da sina…

Na verdade, acho que sei sim. Com a “moda” de crimes nas escolas americanas, com doidos que surgem atirando e matando a esmo, não ficaria bem reviver a violência urbana que Cobra representa.

É, Cobra não é para o momento.

Mas nem Rambo o é. A personagem foi usada até na necessidade de afirmação do americanismo depois da sova que levaram no Vietnã. Ele e o Braddock, de Chuck Norris.

Os anos sessenta foram difíceis para a nação norte-americana com sua auto-estima. Com um presidente popular (John Kennedy) assassinado, seu vice ascendido Lyndon Johnson (1) não teve carisma para definir a guerra no Vietnã, que assim prolongou-se e que deu no que deu: um chocolate amargo para os yankees que tiveram que retirar-se do sudeste asiático de modo humilhante.

Passados vários presidentes depois disso, Rambo e Braddock têm a ver com aRambo competência de Ronald Reagan em fazê-los (o povo norte-americano) readquirir confiança em seu autoproclamado “destino manifesto”, quer seja, o de liderar o mundo.

Mesmo antes de pintar nas telas, nem dá para dizer que o filme será ao menos legalzinho, que servirá para um mínimo de distração.

Não dá! Pelas fotos “vazadas?” (2), já é possível antever a repetição de cenas, clichês batidos nos filmes anteriores mais um monte de explosões e tiros como estão coalhados os filmecos de guerra classe “Z”.

(1) - Foi inevitável lembrar-me menino a ouvir notícias da guerra do Vietnã pela televisão narradas por Eron Domingues, um antecessor de Cid Moreira nos Jornais da Globo.

Eron Domingues forçava a barra na pronúncia do nome de Lyndon Johnson. Ficava algo como Leiraun Djanson

Tente ai, só para sentir o drama.

(2) - Isso de “vazado” não cola mais né?

Blogue de aniversário para Suyan

Sergio 28 Nov 2007 | : Literatura

Com o meu Orkut cuidando da lembrança do aniversário da Suyan e inspirado nessa postagem do Alessandro Martins, por sua vez inspirado nessa outra de Júlio Verme, estou cuidando de dar-lhe um blogue.

Sim, moças e rapazes: vou resgatar uma miguxa juramentada das vis garras do Orkut e do MSN e trazê-la para o mundo ao qual realmente pertence.

Ela, só porque cuida desde sempre de revisar as antologias que edito, deu nesses dias para abusar de meu corpinho (peraí, calma!… falo de cuidar da louça na pia e recolher roupas no varal quando o tempo se mostra carrancudo) e arrastar-me nos finais de semana para lugares ermos (conhecer as praias catarinenses ou churrascos de confraternização de fim de ano repleto de outras belezas catarinenses :) ).

Ah, sim, e tem mais: bota ai o trabalho de operário rural pela colheita diária de amorasAmoras silvestres em seu quintal. E amoras com sabor de goiaba, já viram? E muito espinho, muitos espinhos a serem driblados até se chegar a elas para que “dona” Suyan possa fazer geléia para seu breakfast.

Obrigá-la a trabalhar um blogue será então, minha vingança maligna contra todos esses abusos.

O presente não é surpresa pois precisou passar primeiro por uma etapa de convencimento, de evangelização, eis que são malévolos os tentáculos dos inimigos.

Nessa hora, o Orkut brande com milhares de contatos despejando scraps e argumenta a ausência dos limites para publicação de fotos, sem maiores cuidados com formatação e tamanho.

O MSN ataca por baixo com um faniquitos nos mexericos, carregando a barra de ferramentas do XP com dezenas de janelas minimizadas, piscando, piscando, piscando… Cada uma querendo atenção o mais urgente possível …. Argh!

“Mas, querida, você é uma escritora, p…! Seus textos estão se perdendo pelo seu computador quando poderiam ser compartilhados, poderiam estar conquistando leitores e num futuro próximo, serem livro.”

“Faça-me um blogue, então”, disse ela.

Iuhúúú! Vencida a primeira onda persa, vamos adiante com essa Operação Resgate.

Em WordPress, com domínio registrado e hospedado, por enquanto não. Seria exigir muito da “aspira” pedir para ela lidar com plugins, spammers, mudança de temas e atualizações. Fomos então para o Blogger e mostrei um caso de sucesso que conheço, o Balde de Gelo.

E ela gostou do Blogger para início de seu blogue. Ponto positivo, é que seu navegador preferido é o Firefox. E convenhamos, já é um excelente caminho andado para sua cura do miguxismo, esse mal que assola a internet com trolls e amebas.

Então, .

Páris, Paris, Páris Hilton

Sergio 28 Nov 2007 | : Cinema

Isso é um nome mitológico masculino (Páris, filho de Príamo, o rei de Tróia) que virou nome de cidade e depois, também de mulher?

Ocorreu-me isso agora, depois de ler como a socialite Páris Hilton com suas mostradinhas de bundinha e peitinhos (1) conseguiu juntar uma graninha pessoal que já ultrapassa a casa dos US$ 10 milhões.

Alías, nomes de celebridades anglo-americanas sempre foram um atrativo a parte. Sigourney (Weaver) e Gwyneth (Paltrow) são duas que agora ocorrem. Lembra outras com nomes assim, que nada lembram?

(1) - Ah, sim. Tem uma transadinha com o namorado também. Básico, na vida fashion da patricinha.

E a “taça das bolinhas” vai para…

Sergio 25 Nov 2007 | : Esportes

Taça das bolinhasA galeria de troféus do São Paulo F.C. parece ser o destino mais próximo da litigiosa “taça das bolinhas”.

O C.R.Flamengo ainda a reclama.

Aos interessados, a taça tem nome e história bem contada mas que não define um pacífico dono entre São Paulo e Flamengo.

Se você não gosta de futebol ou nem é torcedor de um desses clubes, saiba que nem estou falando de futebol. Estou falando de natureza humana por uma paixão.

Fosse um bem de valor real, como os direitos federativos sobre um atleta no valor de alguns milhões de dólares, qualquer um desses grandes clubes suportaria a perda numa boa.

Sim, são relativamente normais “dribles” assim fora de campo, de um clube sobrepor-se a outro nalguma negociação, de ser mais rápido ou malandro em contratações ou vendas. E isso, é plenamente aceitável. Parece ser das regras do jogo dos milhões que movimentam o futebol.

Mas, uma taça em disputa, é a síntese do esporte. Mesmo que essa disputa seja surda e muda, não é pacificamente aceita sua perda por qualquer dos lados.

Um dos títulos contabilizados pelo Flamengo é da época do Clube dos 13 e foi explicitamente referendado pelo São Paulo.

Qualquer que fique com as bolinhas, ficará também com as batatas.

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