Setembro 2007
Monthly Archive
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Sergio 29 Set 2007 | : Impagáveis
Macabro meu
De quem é a frase “…. é solidário só no câncer”?
Sou dos pesquisadores que levam para o túmulo frustrações como essas, a de não saber o crédito de uma citação ou criação literária.
Tornada conhecida do grande público no filme “Bonitinha mas ordinária“, passou-se o crédito da frase para Nelson Rodrigues, como dito no filme: “Mineiro é solidário só no câncer”.
Mas antes, eu já tinha lido ser ela, de Otto Lara Rezende e até de Sérgio Porto, o impagável Stanislaw Ponte Preta. Pelo visto, vou mesmo levar essa para o túmulo.
Macabro alheio
Agora, meus queridos, qual o próximo passo? A escolha dos padrinhos?
O episódio já esta mais que fartamente explicado e acredito que, compreendido. Exarcebá-lo ao nível pessoal, é infantilidade. Como todo o respeito que os dois de mim merecem.
Melhor relaxar e se divertir com isso.
O título, remete ao furto do projetor. Para sanar, existe unidade. Para empreender, a individualidade.
Sergio 29 Set 2007 | : Crônicas
Numa boa troca de e-mails (e isso faz já, um bom tempo) o Alex Castro pediu-me uma avaliação de seu romance “Mulher de um homem só”, um ótimo romance curto com densidade narrativa que reportou-me a “Pássaros feridos”, de Colleen McCullough.
Lembro que além das características marcantes como a força da trama e um enigma a ser decifrado pelo leitor no final do livro, elogiei-o pela facilidade em criar metáforas.
E ele: “Facilidade? Cheguei a levar dias para elaborar algumas delas, para retirar da situação o máximo de expressividade”.
Gostei de sua sinceridade quando ele poderia deixar-me pensar virtuoses.
Reencontrei hoje o blog do Alex e estou notando várias mudanças. Vou passear um pouco por lá, atualizar-me e depois, quem sabe até conseguir uma entrevista com ele.
O Sherazade do título é referência a odalisca que contara estórias ao Sultão Shahriyar por mil e uma noites. Entenda como bons livros que nos fazem ficar em claro.
Sergio 28 Set 2007 | : Topetem
O que se segue, é um artigo que eu poderia escrever de trocentas formas.
Mas juro que não estou encontrando aquela mais adequada.
Olhar numa mesma data um “piti” do Marylin Manson e inocentes indígenas ameaçados numa mesma passada pelas notícias do Uol, é de lascar.
Quer merda de “arte” é essa do senhor Manson? Que idolatria mais imbecil é essa?
Qual o próximo passo? Metralhadoras nas mochilas escolares?
E que porra de mundo é esse, que não se importa em extinguir vidas e culturas?
Essa não é a primeira vez que dão notícias de indígenas amazônicos que se extinguem. Isso, apenas nas duas últimas décadas.
Esse grandioso, venerável, indispensável, insubstituível Marylin Manson traz seu xibiu para essas bandas e ocupa espaços diários na mídia.
Um grupo de indígenas amazônicos é curiosidade travestida de preocupação científica e social. Amanhã, não aparecem mais na mídia.
Nem na floresta.
Sergio 28 Set 2007 | : 100 Categoria
Quando o Orkut introduziu a visualização das atualizações dos “migos” na página inicial do usuário, bem que muita gente não gostou.
Atendendo então, àqueles que não gostam de sua página inicial “poluida”, o usuário pode agora, desabilitar essa função.
Basta ir em “Configurações”, desmarcar a caixa correspondente e salvar.
Pronto! Tudo como antes.
Sem que você tenha o Firefox instalado, não dá! Se você usa essa porcaria do Internet Explorer, sem chances. Ele não aceita códigos.
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Sergio 27 Set 2007 | : Topetem
Um exemplo clássico de absorção cultural foi verificado na China.
Gengis-Kan unificou as tribos mongóis, conquistou a China e criou uma descendência em seu governo.
Kublai Khan, imperador encontrado no trono pelo comerciante e navegador veneziano Marco Polo, era um de seus netos.
E Kublai Khan via-se já, como um completo chinês.
Embora fronteiriços, mongóis e chineses formavam culturas bem distintas. Diversos choques entre as culturas chinesas e mongol foi observado, mas em nenhum momento conta a história que os mongóis foram expulsos da China.
O que houve?
Lenta, gradual e progressivamente, os mongóis foram absorvidos pela milenar cultura chinesa. Os mongóis na China deixaram de ser mongóis e passaram a agir como chineses, a pensar como chineses, a serem chineses!
Não é interessante isso?
Um outro tipo de processo aconteceu nos primórdios de Roma. A Etrúria era um evoluído reino vizinho da ainda tribal e guerreira Roma. Os romanos dominaram os etruscos, absorveram sua cultura e os etruscos desapareceram.
Os romanos vestiam-se com peles e lãs grosseiras até então. As vestes, vasos, ornamentos e arquitetura romana como é conhecida para a época, foi assimilado dos etruscos. Os etruscos eram um povo já educado, digamos assim.
E um dos primeiros reis de Roma, Tarquínio, o Antigo, era de origem etrusca.
Legal!
Por aqui, um exemplo seriam nossos indígenas. Se não cuidados em suas áreas, sobraria como opção a periferia das grandes cidades e também, sua assimilação pela cultura do branco.
O indígena como conhecemos(?) hoje, deixaria de existir como povo e permaneceria tão somente, no DNA dos brasileiros.
E dai?
No momento atual, tecnologia de ponta é que diferencia nações dominantes de dominadas. Graças a uma maior distribuição no desenvolvimento de tecnologia pelo planeta, existirá uma equivalência, uma correlação equilibrada de forças.
Daqui mais duas ou três décadas, não existirá mais segredos do “xarope da Coca Cola” para uma relevante parcela de países. Brasil, incluso.
Teremos então, países detentores de tecnologia e dinheiro em uma ponta e na outra, os miseráveis dependentes de ajuda humanitária.
Como se darão as trocas então, se tenho tudo que preciso e sei de tudo que você tem?
Pela absorção cultural, oras. Fazer um outro povo agir, pensar e ser como você é que irá preponderar nas relações entre os povos.
Com o assassinato do presidente Kennedy, a França de De Gaulle imaginou poder partilhar da supremacia americana no mundo ocidental, não só pela força, como pela cultura.
André Malraux ocupante então, de vários cargos ligados a comunicação e a Cultura no governo francês por décadas seguidas, mostrava a preocupação francesa com a importância cultural como elemento de predomínio.
Clap, clap, clap! E daí, e eu com isso?
A história ensina tanto e o que vejo de medidas para afirmação cultural no Brasil, inexistem ou são incipientes.
E a raiz da fragilidade cultural de um povo tem origem nisso. Equacionado, deixaremos de passar por tanta vergonha nacional e só a partir daí é que os reais problemas poderão ser resolvidos.
Pode ser divertido escrachar com a ignorância mas isso é reflexo da impotência ante o fato. Outro dia ouvi o cantor Lobão comentar seus escrachos num programa do JÔ Soares, dizendo que seriam eles, uma forma de protesto.
Concordo.
Acho bom mesmo que concorde para não ver seus filhos/netos brincando de Halloween em fevereiro na avenida. Ou se preferir, não tenha filhos.
Sergio 26 Set 2007 | : 100 Categoria
Quac?
Au, au.
Quac?!?
Au, au, au, au.
Quac.
…
Au, au, au, au, au,au….
Quac, quac, quac, quac.
Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Quaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaac!