Julho 2007
Monthly Archive
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Uma vez, ele tirou o paletó e foi um coro só de assobios. Ele mesmo comentou algo como: “Gente, que é isso. Só vou tirar o paletó…”, meio que reprovando o exagero. Ele não havia instigado o manifesto como o vemos fazer, propositalmente.
Porque assobiam? Eu tenho cá minha teoria. Se tiver a sua, pode comentar.
Eu acho que os carinhas que estão alí na platéia, muitos deles, estão tão ouriçados pela vontade em ser foco de um mínimo de atenção, de chamar atenção para si do próprio JÔ, que têm naquele assobio (fiu, fiu!) sua única ferramenta de expressão.
Estar ali, vindo de caravanas ou sei-lá-o-que, já deve ser uma vitória, uma conquista e tanto para cada um. Se der a sorte de ser um dia em que entre os entrevistados esteja pelo menos uma outra celebridade (conte-se o próprio JÔ como a primeira) então, será a gloria para o (a) carinha (a).
Depois que o BBB mostrou que anônimos podem se tornar celebridades, em artistas sem obra, tomou conta do país uma onda de celebrismo fantástica! Parece ser frustrante não ser uma celebridade. Que coisa…
Falando em BBB, acho que deveriam mudar a sigla para PPP: Pré Peladas da Playboy.
Quem não sabe?
Como viram que o circo do Pan foi bom para todos (orçado em R$ 400 milhões e gastos R$ 4 bilhões!) já pensam no circo Campeonato Mundial de Futebol e no circo das Olimpíadas.
PS: Como eu estava a fim de escrever mais e, só mesmo para tirar uma linha, para que se perceba como governos imperiais, ditatoriais, personalistas encontram raízes na história. Qualquer semelhança é mera semelhança.
A Roma antiga inchou em determinado período com intermináveis levas de camponeses que migraram do campo. O imperador, temeroso de distúrbios sociais, implantou uma política de “pão e circo”: promoção de espetáculos gratuitos nas arenas e o fornecimento de alguma espécie de cesta básica da época. Algum Vale-farinha- e-azeite, não mais que isso.
Circo vem de círculo, o formato das arenas romanas. A mais famosa delas o Coliseu de Roma, onde eram apresentados espetáculos sanguinolentos com leões, escravos, gladiadores e cristãos.
Provendo o povo de distração turbinada em adrenalina e monturos de broas de trigo atiradas ao público no correr do espetáculo, lograva o imperador manter-se no poder, sem convulsões sociais.
A corrupção em Roma já era endêmica e como tal, nada passava incólume da sanha dos aproveitadores. Invariavelmente, um imperador impunha mais medo que respeito aos seus mais próximos, ao seu círculo de poder. Detinha o poder de vida ou morte para qualquer outro mortal sob seus domínios e assim, era mais temido e odiado que amado.
Um imperador desse naipe (Nero, Calígula, e outros) mantinha-se “popular” pela aura de deidade que lhe era conferida e se escorava numa guarda de elite, os pretorianos, para sua segurança pessoal.
Generais e cônsules tinham seus próprios exércitos, com comando próprio, pessoal e intransferível. Degladiavam-se em silêncio nos bastidores, cada um dando-se como um provável eventual sucessor do imperador. Roma não teve por largo período de sua história um exercito nacional, com comando unificado, hierarquizado desde um único comandante. As alianças internas eram táticas, de duração efêmera. (SG)
(PS: Primeiro, leia até o final antes de já pensar em enviar um e-mail.)
Poucas notícias nos últimos tempos mas muito trabalho. Alias, quando fico algum tempo sem mandar notícias é porque ando bem ocupado. Explico: Toda vez que mando notícias, “acordo” muita gente e daí, fico vários dias apenas respondendo mensagens e, como sou um tanto sistemático, isso tira minha concentração das tarefas. Como dizia uma amigo, “cada um é cada um” e como montar uma antologia é tarefa que exige muita concentração, preciso dessa concentração exclusiva.
Vejam só:
01 - Como tarefa principal estou cuidando da próxima antologia do clube, o “filhos da Luz”. Confesso que estou fazendo ginástica para ordenar os arquivos, uma vez que pensei ser possível fazer unicamente pela internet. Depois, vi que ainda não podemos abrir mão dos Correios. Por enquanto.
Então, tenho recebido material pelos Correios e a partir dessa segunda-feira, 29, vou percorrer duas centenas de e-mails com obras enviadas para seleção e contatar aqueles que ainda não enviaram material, que estão devendo parte do material, etc…
Em duas semanas termino isso. Dêem-me esse prazo para ver se chego até cada um. Caso não chegue, teremos um outro boletim em duas semanas e falaremos sobre isso. Fique tranqüilo.
02 - E, tentando encontrar um sistema que agilize no futuro os próximos eventos, estou buscando modelos de sites mais dinâmicos. E como faltava colocar na internet os autores e obras de “a Ponte”, estou testando esse modelo. Vejam que é possível avaliar a obra e também, enviar para alguém, bem nos moldes dos antigos sites de poesias, mas com recursos de web 2.0
Como será uma tarefa relativamente secundária, pretendo colocar duas obras editadas em “a Ponte” por semana. E sempre avisarei pelo Boletim para apreciação e avaliação.
E estou também recuperando meu blog, tão necessário depois para passar informações sobre o andamento do Projeto Antologia de “filhos da Luz”, votação em capas da antologia, etc…
03 - Tenho já formatado o material que pretendo para o programa Amigos de Letras na Escola. Vou tentar na raça, uma vez que meus pleitos junto a prefeitura de minha cidade tenha apenas encontrado ouvidos moucos. Mas, em conversa com amigos, senti que posso contar com algum apoio. Nem dá para explicar muito o que é o programa, pois o que pretendo ainda é um projeto piloto, um experimento para depois ser útil para todo o Brasil. Coisa de maluco que sou, mas que sei ser possível.
04 - Voltando para a antologia “filhos da Luz”, também trabalho num projeto junto ao Ministério da Cultura para edição de 10 mil exemplares dessa antologia. O projeto, enviado em janeiro, foi aprovado em maio. Mas como o pessoal daquele Ministério anda em greve desde 15 de Maio, ainda não foi publicado no Diário Oficial. Depois, conquistar patrocínio, será outra luta.
O que significa isso? Significa que, quem entrou na cooperativa de “filhos da Luz” poderá receber sua cota multiplicada por 5 ou 6 vezes. Gratuitamente, esse excedente, caso a boa sorte nos sorria com patrocinadores.
05-1 - Você é novo no grupo e não está entendendo nada? Calma, que com o tempo você entenderá.
05-2 -Você nem sabe o que é isso e não quer mais receber essas mensagens? Você veio parar nessa lista porque um dia escreveu para o Clube Amigo das Letras. Se não quiser receber mais, mande que retiro da lista. Sem crises.
Por enquanto é só.
Saudações Literárias
Sérgio Grigoletto
Sergio 27 Jul 2007 | : Crônicas
Conserve seu medo é uma música de Raul Seixas, com um balanço dos mais ritmicos de sua obra. Faz tempo já, encontrei um bom modelo físico para enquadrar em partes da letra dessa música, com relação ao relacionamento humano, notadamente a amizade.
Conservar o medo num relacionamento, é a medida no tempo e no espaço para seu aprofundamento, ou seja, nunca entre “de cabeça” em nenhum deles. E o modelo físico legal que achei para exemplificar isso, é a casa onde mora minha irmã, a Bete.
Acho-a perfeita para isso. Vejam, é uma casa de esquina que, de um lado da rua o muro a encobre quase até o telhado. E de outro, mal dá para ver as janelas. Não que seja um casarão, é o terreno que favorece isso. Ou seja, uma total privacidade para quem passe pela rua. Do lado de dentro dos muros, é possivel vislumbrar a rua.
Os entregadores (gaz, água, pizzas, etc…) são recepcionados de uma área que não é possivel nem imaginar o que há além dali. Dá pequena área da sala, nada também. Já na sala, a pessoa tem visão e acesso apenas a um lavabo e, se for convidada a sentar-se, tem também uma visão da sala de jantar.
Na sala de jantar, não é possivel ver a cozinha nem os corredor dos quartos, que tem acesso tanto pela sala de jantar como pela cozinha. Na cozinha, não se tem visão da sala de jantar nem do corredor dos quartos. E, no corredor dos quartos, não se tem visão do quarto do casal, só a porta dos demais quartos. Na suite do casal, não tem como ver onde é o banheiro.
E tudo isso, como poucas portas, só as essenciais mesmo. Só lhe é possível perceber as dependências se for dado um passo além do programado pelo arquiteto.
O que vi nisso? Um ralacionamento de amizade. As vezes, um amigo pode nos decepcionar, mas a falta não é o bastante grave para que seja expulso de “casa”. Ele pode perder o acesso a níveis superiores numa relação de amizade, até ser permitido seu acesso só até a área de “entregadores”.
Inspirou-me a escrever isso hoje, um e-mail de uma pessoa muito querida, que disse ter, digamos, se assustado com o que sou. Adoro ela (embora lembre que ela nunca gostou do “adora” …. “Quem se adora é Deus”, dizia ela…). Ela sempre encantou-me e fico feliz com sua passadinha pelo blog vez em quando e um mail de, digamos, “sala de estar ainda sem o convite para sentar”.
Sergio 27 Jul 2007 | : Crônicas
“Pai, porque os cofrinhos são de porquinhos?”, foi a pergunta de Bia, minha filha de nove anos.
“Agora não sei. Mas vou ver e depois te falo”, pensando em nem lembrar mais nisso. Mas lembrei e fui ver. Até que não foi difícil, embora não tenha chegado a uma única resposta.
Uma, diz que num lugarejo chamado Pigger, na Inglaterra da Idade Média, havia uma argila cerâmica da qual as pessoas faziam suas vasilhas de uso doméstico, como jarros e potes.
Com a “popularização” da moeda em metal, essas ganharam um pote de barro como recipiente doméstico, um ancestral do cofre.
Da mistura, “argila”, “cofre”, “Pigger”, e daquelas provaveis confusões (espingarda de caçar rolinhas com espinafre de caçarolinha) algum oleiro talvez tenha feito esse cofrinho no formato de porco: “pig” em inglês.
Outra, diz que a invenção de usar o porquinho como cofre (designado vulgarmente como porquinho-mealheiro) é atribuída ao engenheiro francês Sebastian la Pestre, do século XVII.
Por esta versão, Pestre teria calculado que em dez anos uma porca pode produzir seis milhões de filhotes e concluiu que este animal representaria bem a idéia de economizar. O dinheiro é de natureza profícua, procriativa.
Pelo raciocínio de Pestre, a simbologia do “cofre de porquinho”, assim surge: quem mata uma porca prenhe destrói toda uma prole até a milésima geração.
Uma outra, diz que no século XVIII, as pessoas guardavam moedas em potes feitos com uma argila chamada pygg. Certa vez, um ceramista não muito familiarizado com o assunto recebeu uma encomenda de algumas peças deste material e imaginou que o cliente queria compartimentos com aparência de pig (porco, em inglês).
Por uma dessas formas, nasceram os cofres em forma de porquinhos, hoje tradicionais em todo o mundo.
Oi eu sou alguém que ha muito tempo te conheceu e logo após nós nos conhecermos eu tive que fazer uma viagem ao exterior e nós perdemos contato. Mas agora estou de volta e tenho muita vontade de te encontrar novamente, pois vc é uma pessoa muito especial pra mim, mas se por algum motivo vc não puder,eu vou entender, porque muita coisa deve ter mudado por aqui, mas mande pelo menos um e-mail assim vou ter certeza que vc recebeu minha mensagem.Eu procurei a maneira mais discreta para te localizar e acho que vc vai gostar da surpresa,elaborei um book com algumas fotos minhas e inclusive tenho uma foto sua que guardo com muito carinho!,o meu e-mail e fone está junto com as fotos. .
Espero que goste das fotos…
Ver fotos !
Artigo da Categoria SPAMs e etc… Sempre os mesmos.