Nos limites da lei qualquer um pode fazer o que quiser de sua vida. E trabalhar com algo que lhe de prazer, é das ambições humanas mais buscadas. Tudo é uma questão de valores: estando equilibrados, então estará tudo bem para todos.

O padre Adelir de Carli tinha lá seus sonhos de aventura: o de voar como escreveu-se sobre seu colega de batina, tesão e apelido: padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, o primeiro Padre Voador. Será que não?

O padre Adelir de Carli juntou seu tesão com o trabalho. Se, de circo precisam as gentes para que notem as ações da igreja, então, circo elas terão. Amarrou-se a balões de festa e juntou multidões em sua pregação. O padre Marcelo Rossi canta e dança. É mais seguro.

A igreja pode ter perdido credibilidade mas não nego existir abnegação entre os seus. Dizem que milhares estavam à sua volta quando alçou-se ao ar. E, ninguém para ensiná-lo a operar o GPS? Ou passar-lhe um celular sobressalente?

Ah, tá. Deus proverá.

Não culpo o padre, nem as gentes. Tudo que é muito diferente embaça as orientações lógicas. Se não for encontrado vivo (ou apenas encontrado), logo surgirão outros a resgatar a memória e obra do padre. Ou, apenas pegar carona em mais essa onda mediática.

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