Vi um filmete de mensagem de Natal do PTB, o Partido Trabalhista Brasileiro. Caso não o tenha visto, é ele nos moldes desses que as emissoras de televisão fazem a cada fim de ano com seus funcionários e artistas, entoando paupérrimos cantares para uma melodia igualmente paupérrima.

E o patético, se coube ao PTB, eu o atribuiria a qualquer outro partido político brasileiro que tivesse em seu lugar. O PTB é o partido que tem entre seus próceres, o ex-deputado “tenor” escroque do “mensalão” Roberto Jefferson e o forrozeiro Frank Aguiar (AAAU!).

Vamos trabalhar, cambada! Queremos suor dos partidos, e não confetes e salamaleques!

Se bem que, no Brasil, isso de partidos políticos enquanto ideologias distintas ou participativas (01) é mera ficção. O que temos, é um amontoado de siglas fisiológicas, salvaguardando-se honrosas exceções entre seus membros integrantes.

Vamos lá: dou um desconto para o PT, o Partido dos Trabalhadores, que talvez mais se assemelhe a um partido político em estrutura de funcionamento, de participação dos filiados em seus destinos.

O PTB foi criado para ser o “braço esquerdo” de Getúlio Vargas e foi extinto pós golpe de estado de 1964, assim como todos os outros então existentes. Com a redemocratização, a sigla foi ressuscitada e arduamente disputada por Ivete Vargas, sobrinha do ditador, e Leonel Brizola, político gauchoca (gaúcho + carioca).

Após longos embates Ivete ganhou e Brizola, emocionado, criou o PDT (02).

(01) - Um partido político é uma agremiação feita para congregar pessoas sob um mesmo ideal, uma mesma ideologia. O que temos no Brasil são siglas de caciques, caudilhescas e de aluguel.

(02) - Quando finalmente Leonel Brizola perdeu a sigla PTB para Ivete Vargas, como bom caudilho, criou seu próprio partido, o PTD. Antes de ser divulgado a nova sigla, correligionários o alertaram de seu formato, que ensejaria deturpações ou outros usos por parte de adversários, uma vez que facilmente a letra “D” poderia ser pichada, transformando-se num “B”.

Atento a isso, Brizola disse o dito pelo não dito da sigla e obrigou-se a apresentar PDT à imprensa, escrito com pincel atômico num pedaço de papel.

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