Sei não, mas acho que o Sarney fez um favor ao Brasil quando aceitou a presidência do Senado.
Estamos pressionando para derrubar, não um maracutaieiro qualquer, mas um ex-presidente da República de período histórico. História de péssimas lembranças, mas histórico.
E quando digo nós, digo a sociedade brasileira, a imprensa, as pessoas e a própria instituição.
Ali mesmo, no Senado, marchas e contra-marchas no processo de destituição de alguém de algum cargo é natural, faz parte do jogo democrático.
Nossa democracia e jogo político são assim rasteiros graças ainda à presença dessas personalidades que ainda persistem no apego ao poder.
Como não há renovação espontânea, evoluimos nas cobranças, provocando esses afastamentos.
Sarney presidente do Senado foi articulação-mor do Renan, certo? Foi como erigir merda sobre uma base de merda.
Renovação? Já repararam em perdedores de eleições presidenciais nos USA, como eles somem, desaparecem da média?
Podem reparar que o perdedor não volta a competir na eleição seguinte. Isso é renovação, coisa que ainda estamos bem longe por aqui.
E outro dia, reparando num vídeo onde o Sarney reclamou algo como “não fui eleito para limpar o lixo da cozinha do Senado”, viram ou leram algo assim?
Pois é. Num trecho do vídeo, ele diz textualmente, “Pensei que tinha sido eleito como presidente para usar o Senado politicamente…”
Juro por Deus que ele falou exatamente assim: usar. E usou, arrumando bocarras para sua enorme família.
O apego ao poder, o não saber fazer outra coisa a não ser usar o Poder, é que são essa gente.
E, “politicamente”… Política, para eles, nada mais é que conchavos em benefício próprio e seus apaniguados. Essa mentalidade é que estamos a extirpar.
Seu vice no Senado, parece que tem um rabo bem felpudo também, tipo Renan. Então, se assumir, terá que aguentar o rojão que virá.
Entre aqueles senhores, o mais bobinho consegue passar linha da agulha no escuro. Com luvas de boxe.
Mas que percebam então, que doravante na disputa por cargos na casa, antes de seus nomes, chegarão seus currículos.
Em alguns casos, a “capivara”.
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