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Saudade da
tarde
De repente...
Fiquei ofegante!
Será esse sol inclemente?
Mas, na sombra? Na rede?
Por que a súbita ansiedade?
Ligarei para ela. É premente.
Que bom. Você atendeu!
Como? O que me deu?
Saudade, amor meu!
A dor gostosa me envolveu.
Minha paciência, morreu.
Hora mais, sem você... Morro eu.
Se estou insolado?
Se esqueci que é dia de trampo?
Como assim?
Não gosta mais de mim?
Amor, só quero aproveitar,
Esta linda tarde, para namorar.
Deixarmos para o luar?
Precisa seu serviço acabar?
Já estão a lhe chamar?
Não acredito no que ouço.
Que desgosto!
É de desanimar...
Sou assim... Sina minha.
A louca paixão me arrebata.
Porém, da minha vida, a mina
Age com a razão. É sensata.
Mas do coração, um bem-querer,
Não se arranca. Aí, vivo a sofrer...
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“À Maria Aparecida Berto, namorada de trinta anos, pela
sabedoria”
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Anizio Canola tomou gosto
pela literatura já sexagenário, o que o deixa muito
feliz. Participante de várias antologias, orgulha-se de um conto
seu incluído no Catálogo do Mapa Cultural Paulista.
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Apoio Cultural: Araçaniz
- Araçatuba - SP
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